O cenário da pandemia foi decisivo para o mercado de TI no que diz respeito à demanda pela retenção de talentos. A crise econômica e a consolidação do trabalho remoto estimularam a preferência de profissionais por vagas em empresas estrangeiras, dentre outros motivos, pela oferta de salários convidativos sem a necessidade de sair do Brasil.

Estancar a fuga de cérebros que enfraquece o desenvolvimento tecnológico do país sempre foi um desafio, agora ainda mais acentuado. Para fazer frente a isso, empresas nacionais têm buscado reverter esse quadro com programas de incentivo e vantagens competitivas para manter a mão de obra qualificada em solo brasileiro.

A capacidade de retenção de talentos depende da qualidade do ambiente do trabalho, fit cultural com segmentos de tecnologia e oportunidades que estes profissionais terão na carreira dentro da empresa. Acontece que essa receita é complicada, já que mudanças organizacionais costumam ser lentas.

Investimento gera vínculo

Uma alternativa que vem sendo utilizada pela área de tecnologia e ESG (sustentabilidade corporativa) é a de investir em educação. Quem recebe investimento já na formação tende a ficar na empresa, visto que o reconhecimento das potencialidades gera comprometimento e, por consequência, um vínculo mais sólido.

Se a empresa opta por selecionar um profissional no mercado, tende a encontrar, neste contexto de super aquecimento e oportunidades, um perfil mais transitório. Ou seja, em curto e médio prazo, reter esse profissional em movimento será pouco sustentável financeiramente para o negócio.

A experiência mostra que quando uma empresa lança um programa de formação com bolsas integrais, como no caso do Sucesso Compartilhado da Cubos Academy, por exemplo, instaura-se imediatamente um vínculo com esse profissional que está em busca de oportunidades e qualificação.

Após a conclusão do curso, nota-se um retorno expressivo destes profissionais para fazer a seleção na empresa que proporcionou a formação. Isso é muito positivo, pois o profissional passa a enxergar mais valor na marca que esteve com ele em uma etapa fundamental, ou seja, entende o impacto direto desta oportunidade de crescimento.

Dentro do nosso ecossistema aqui em nossa edtech, temos profissionais que recebem muitas propostas, mas preferem continuar na empresa, justamente porque foi conosco que aprenderam e desenvolveram-se profissionalmente.

Residência em TI

Uma pesquisa feita pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) mostrou que apenas 14,87% dos jovens que se formaram entre 2019 e 2020 conseguiram emprego em suas respectivas áreas de formação. Entre os motivos que explicam essa baixa inserção no mercado está a falta de preparo para atender as expectativas das empresas e a ausência de estrutura das empresas para capacitar um profissional com pouca experiência.

Ter a oportunidade de aprender e colocar em prática as suas novas habilidades de maneira orientada são diferenciais decisivos que contribuem para a aprovação em vagas e para uma melhor adaptação do profissional júnior no seu novo ambiente de trabalho.

Pensando nisso, criamos a Residência de Software, iniciativa que tem como objetivos:

  • garantir que os ex-alunos construam portfólios e experiências em projetos reais e;
  • ajudar empresas a receber, treinar e adaptar esses profissionais de acordo com o seu dia a dia.

A ideia é parecida com a residência médica, onde ex-estudantes realmente colocam a mão na massa, acompanhados por lideranças com vasta experiência no mercado, e têm contato com as dinâmicas de desenvolvimento de um produto digital.

A Residência de Software insere mais e melhores talentos promissores no mercado de tecnologia, ou seja, um profissional júnior que "trabalha e não dá trabalho".

Juniores hoje, líderes amanhã

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, existem atualmente 845 mil empregos no setor de tecnologia do Brasil e a projeção da demanda de mão de obra até 2024 é de 70 mil profissionais.

A formação de novos profissionais é crucial para sanar a alta necessidade do mercado. Por isso, é imprescindível que as empresas contratem e invistam nos profissionais iniciantes.

Embora a prática laboral empírica seja crucial, é importante que as empresas também estejam preparadas e abertas para receber esses novos profissionais. Quem está dando os primeiros passos na carreira precisa de suporte, investimento e acompanhamento.

Os juniores precisam de uma equipe preparada e disposta para orientá-los. Eles já possuem os conhecimentos necessários para se destacarem e se desenvolverem. No entanto, é preciso investir na continuidade da especialização desse profissional, fazendo o acompanhamento e promovendo processos de feedbacks.

O profissional júnior de hoje é a futura liderança sênior de amanhã. É preciso respeitar o ciclo de desenvolvimento e sempre incentivar.

O mercado de tecnologia é promissor e a Cubos Academy tem formado talentos prontos para acelerar ainda mais este segmento.

SAIBA MAIS

Residência de Software da Cubos Academy

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