O mês de junho marca a comemoração da comunidade LGBTQIA+ na constante luta pela igualdade de direitos e celebração de ser quem você é, com o abraço à diversidade e frutos de um posicionamento estimulado por décadas, que ao contrário do que muitos pensam, não foi escolhido por acaso.

Pensando nisso e como a tecnologia é fundamental para o mundo, é possível perceber o quanto a comunidade LGBTQIAP+ vem contribuindo, ao longo da história, no avanço da tecnologia. Porém, por muitas vezes, toda essa comunidade composta por nomes ícones não tem a visibilidade merecida.

Então vamos conectar esses dois assuntos e todo esse legado incrível construído por pessoas gays, lésbicas, trans e muito mais.

Mas vamos do começo. Por que junho?

Em um período com políticas anti-LGBTs e uma cultura discriminatória no final dos anos 60, frequentadores do Stonewall Inn, um bar conhecido na época pelo público amplamente LGBT na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, resolveram se manifestar contra a incisiva repressão policial na madrugada de sábado do dia 28 de junho de 1969, gerando o estopim para sucessivos atos na história, gerando um marco de dia representativo na luta contra a discriminação e orgulho de ser quem é.

No Brasil, a primeira Parada LGBTQIAPN+ também foi celebrada na mesma data, no ano de 1997, sediada no coração de São Paulo: a Avenida Paulista. Dois anos depois, o evento foi incluído oficialmente no calendário da cidade, prestigiado como o maior do mundo.

Personalidades que fizeram e fazem história

Ao longo dos anos, muitas personalidades fizeram sua parte para construir a história da forma como conhecemos hoje, mas o que nem todos sabem é que muitas pessoas que tiveram um grande impacto positivo no universo tech são, também, membros da comunidade. Vamos citar algumas destas pessoas:

Imagem: Roost/Divulgação
Imagem: Roost/Divulgação

Eliezer Silveira Filho
Começando pelo recorte brasileiro, o diretor geral da Roost, empresa de consultoria de TI criada em Curitiba, é gay e marcou presença na lista de 100 melhores executivos LGBT no mundo, em três anos distintos (2019, 2020 e 2022).

Imagem: The Royal Society/Divulgação
Imagem: The Royal Society/Divulgação

Sophie Wilson
A cientista da computação responsável por um dos primeiros microprocessadores RISC na história, o Acorn RISC Machine (ou ARM), presente em cerca de 95% dos smartphones, 90% dos hard drives e 80% das câmeras digitais, também é uma mulher transgênero.

(Imagem: Beck Diefenbach/Reuters)
(Imagem: Beck Diefenbach/Reuters)

Tim Cook
O atual CEO da Apple se assumiu gay em uma carta aberta publicada pela Bloomberg Businessweek, em 2014. Segundo ele, sua principal motivação em tomar sua sexualidade pública foi os vários relatos de adolescentes com questões de auto aceitação que recebia.

(Imagem: Valerie Macon / AFP via Getty Images)
(Imagem: Valerie Macon / AFP via Getty Images)‌‌

Angelica Ross
A atriz, empreendedora e ativista trans estadunidense é também programadora autodidata. Em 2014, fundou a startup TransTech Social Enterprises que, nas palavras dela, “educar, empregar e empoderar a comunidade trans através do uso da tecnologia.”

A realidade da comunidade no cenário atual

Segundo dados divulgados pela Abstartups, a Associação Brasileira de Startups com uma consultoria da parceira Deloitte, através do Mapeamento do ecossistema brasileiro de Startups 2022 92% dos fundadores de startups se declaram heterossexuais, enquanto 2,5% são homossexuais, 1,8% bissexuais e 3,8% sinalizados na categoria “outros”.

Apesar da baixa representatividade nesse recorte, a maioria das startups (60%) considera muito importante oferecer o devido suporte à comunidade. Ainda sim, há muito o que percorrer: das entrevistadas, 58,2% não realizam ações ou processos seletivos voltados para diversidade (incluindo políticas para outras minorias). Entre os funcionários, apenas 2,5% são pessoas trans, o que reforça a exclusão da comunidade no mercado de trabalho a partir de dados.

lgbtqiapn+

É por essas razões que as escolas de tecnologia precisam estimular programas e validar a competência e integração participação da comunidade no setor, como é o caso do método de sucesso compartilhado da Cubos Academy, que prioriza pessoas trans em seu processo seletivo para afirmar seu compromisso na luta em busca de novas e melhores oportunidade e visibilidade no mercado.

Quem consegue alinhar inclusão e resultados?

Adotar políticas inclusivas para dentro do mercado de trabalho é demonstrar compromisso com a sociedade e, consequentemente, com o colaborador, gerando um espaço de maior harmonia a todos de forma consciente, indo além do discurso e trabalhando resultados afirmativos através das ações. É o caso das startups abaixo:

Lanceiros Tech, fundada pelos gaúchos Fausto Vanin e Onilia Araújo, (que por sua vez, também faz parte da comunidade LGBTQIAPN+), é voltada para a prototipação de negócios digitais e desenvolvimento de software, com o intuito de trabalhar a inclusão sobretudo de pessoas pretas no mercado de trabalho, bem como a geração de novos empregos.

Gupy, uma das principais referências da atualidade quando o assunto é processo seletivo, foi co fundada por uma mulher LGBTQIAPN+, Mariana Dias também não fica para trás quando o assunto é diversidade. “As empresas têm um papel fundamental na sociedade e também na geração de oportunidades. Temos visto cada vez mais companhias se comprometendo e criando políticas internas direcionadas para esse grupo, o que é fundamental para a equidade de valor das pessoas”, declarou Mariana para a IstoÉ Dinheiro.

Accenture, a maior empresa de consultoria do mundo, considera o debate e as políticas inclusivas indispensáveis, refletidos nos treinamentos para lideranças e com um perfil de lideranças mais diverso. "Diversidade é uma jornada forte e intencional para construir um cenário mais inclusivo em todos os níveis hierárquicos dentro da Accenture, bem como apoiar a comunidade com formação de talentos e transformações relevantes", afirmou Beatriz Sairafi, diretora-executiva de recursos humanos para a Revista Exame.

Nosso posicionamento

A Cubos Academy entende que o termo comunidade é sinônimo de pluralidade, mistura, riqueza, diversidade e desenvolvimento. Nossa história não seria a mesma sem a participação direta da comunidade LGBTQIAPN+, que escreve todos os dias um novo capítulo dessa marca, seja através de seus colaboradores ou dos próprios estudantes, futuros programadores, designers, product managers e mais!

Nossa ComuniCubos, a comunidade feita por e para nossos estudantes, tem papel fundamental nesse processo interno através de suas campanhas educativas, depoimentos de profissionais LGBT da área tech, além de eventos e debates sobre diversidade e inclusão.

“A ComuniCubos nos faz estar mais próximos dos colegas e também traz conhecimento sobre outras áreas e outros pontos de vista ao longo da carreira.

A comunidade já me salvou muito em dúvidas sobre certos assuntos que não entendia. Pude ver várias pessoas falando sobre suas experiências e dificuldades ao longo do primeiro emprego no Momento Empregabilidade, isso me fez ter novas atitudes e
até mesmo me inspirar nelas.” (Amanda Rodrigues, estudante da Cubos Academy)

Queremos ter a certeza de que cada um se sinta acolhido e abraçado neste ambiente, construído por e para todes, seguindo o propósito de transformar a realidade através da educação sempre com respeito, inclusão e visibilidade de quem esteve com a gente desde o início.